Mesmo bem em meio a minha tempestade concluo: O "Se" não existe; contudo o "Quando", sim.
Quando idealizei esse blog, meu desejo era e ainda é sempre publicar esperança, vontade de seguir a diante vencendo nossas próprias dificuldades. Meu desejo sempre foi e é mostrar não ser preciso escalar a montanha, mas sim chegar ao objetivo, mesmo se caminho mais longo ao contornar nos levar ao objetivo, pois seja o contornar nossa estratégia. Tenho muitas dificuldades e limitações, resultado de minha herança genética e de minha criação violenta e conturbada. Não me envergonho de assumi-las e muito menos vejo esse meu reconhecimento como fraqueza. Alias nunca vi ou verei. Não vejo beleza ser forte sozinha e isolada morrendo um pouco a cada dia. Prefiro ressurgir a cada nova oportunidade de aprender de mim mesma junto com outros. Esse é o objetivo desse blog. Não sou a favor de maquiar sentimentos e viver dentro de um faz de contas. Já tive minha longa fase de Poliana, não vivo mais assim e os Sinos me lembram a todo momento ter esse tempo ficado definitivamente no passado. Confesso estou vivendo um grande pesadelo, bem no meio de uma tempestade, bem isolada no meio disso tudo não tenho como receber uma palavra amiga, muito menos descansar minha cabeça por algum tempo. Não vou fazer o que fazem as hienas que metem a cabeça nas fezes, no meu caso seria enfiar a cabeça no trabalho irracionalmente. Não vou fazer isso nem em pensamento, ai se encaixa a inexistência do" Se". Vou simplesmente me manter calma para continuar ouvindo os Sinos tocando por mim. Quando a tempestade serenar eu recolho meus pedaços e se emendo tudo. Ficarão muitas cicatrizes para se juntarem as demais, talvez eu até faça uma tatuagem, talvez. sim, talvez não. Sempre aceno a bandeira da alegria, do bem viver. Tudo a meu redor esta bem como sempre: marido, filhos, família e meus poucos mas verdadeiros amigos que me são mais chegados que irmãos. Hoje faço a mesma coisa acenando a bandeira do bem viver e crendo ser a vida bela sim, mas... primeiro preciso estar bem comigo mesma, são demônios só meus. É uma grande tempestade somente minha e dentro em mim(certo ou errado quero escrever assim). Depois , somente depois voltarei a assimilar o ensinos de meus manuais de reviviscência: Arte da Guerra e do Fernão Capelo Gaivota, pra rever minhas estrategias e refazer minhas defesas. Agora, na verdade quero mesmo é lamber minhas feridas. Essa é uma forma de alimentar minha auto estima, que esta lá em baixo...mas é só por agora, só por hoje como reza os limites onde ou aonde o "Se" não tem lugar. Mas o Quando este sim.
Eu e vocês não Amadureceremos "Se" conseguirmos vencer nossas limitações de hoje. Mas com certeza Amadurecemos "Quando" e venceremos uma a uma essas nossas limitações de hoje e as que surgirem adiante. Estou sozinha hoje no meio dessa tempestade e me bastarei pois continuarei ouvindo os sinos, pois tudo nessa vida passa, até uva, passa.
Catiaho Alc.

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