Hoje ouço com clareza os Sinos tocando por Mim.
Eu não sou especialista em "gentes", para dizer com exatidão quais os tipos de "gente" somos todos nós.
Mas sei com certeza e por isso posso falar saber existir dois tipos distintos pelo menos:
Gente que não sabe viver feliz.
e
Gente que sabe viver feliz.
Pertencer a uma categoria ou a outra independe de condição social,de credo nem condição financeira.
Também não se nasce predestinado e obrigado a ser gente de uma categoria para sempre.
Só posso usar a mim mesma como exemplo e o faço a seguir. Pela forma de vida de meus pais, em certo momento da vida era para eu pertencer a classe de gente que não sabe viver feliz (pra sempre), pois era tanta oscilação, tanta violência, tanta rejeição especialmente relacionada a mim do momento da concepção em diante que não foi fácil eu entender meus pais e ainda manter uma boa relação comigo mesma. É duro ouvir a mãe por mais de quinze anos chorando pelos cantos e dizendo que a vida dela e da família não era melhor por conta da filha mais velha ou seja por minha causa.
Até eu entender... ah eu sofria com a rejeição e pensei em tirar minha vida por duas vezes,
na derradeira tentativa com os pulsos sangrando eu voltei atras a tempo e entendi a questão básica:
Nasci como divisor de águas para minha família e para quem comigo conviver. Por conta desse entendimento e por exercitar o amor próprio eu me desenvolvi na vida morando junto e perto da minha mãe, mas muito distante dela no coração e nos afetos, só que eu não sofria mais com isso.
Nasci como divisor de águas para minha família e para quem comigo conviver. Por conta desse entendimento e por exercitar o amor próprio eu me desenvolvi na vida morando junto e perto da minha mãe, mas muito distante dela no coração e nos afetos, só que eu não sofria mais com isso.
Já meu pai era um homem bruto, um homem sem estudos, um homem que bebia mais do que devia por algum motivo e isso nada tinha a ver comigo , nem com meus cinco irmãos. Era um outro tipo
de desgosto... e não era com ele pois meu pai era bem humorado, piadista e fazia troça de si mesmo
e todas as situações, sem contar ser ele flamenguista atento. De meu pai, tivemos e eu em particular, o ensinamento religioso, sem palavras mas com ações. Também ensinamentos de boas maneiras, como uma menina deve se sentar, como se deve servir um copo com água a alguém, ensinou-nos também a forma certa de cumprimentar ou dirigir-se a alguém. Ainda menina ele me dizia como me comportar em uma festa, como não se deve sair da mesa em uma festa e deixar uma bebida. Hoje eu sei estar ele me alertando sobre o tal boa noite Cinderela.
Ele explicava naquela época, o porque não nos pegava no colo e o porque os pais eram mantidos separados dos filhos e filhas, fisicamente. Hoje eu sei que ele falava das pessoas de má formação e de mentes deturpadas, falava da má interpretação dessas pessoas que tratavam como assedio essa proximidade do pai com os filhos e filhas. Então a distancia física era quase uma imposição.
Se de minha mãe sempre presente eu nunca consegui me aproximar, já de meu pai eu me senti próxima a vida toda, até depois do meu casamento, já com dezenove anos.
Minha mãe por seus motivos fazia questão de pertencer a classe de
Gente que não sabia viver feliz.
e meu pai da classe de
Gente que sabia viver feliz.
O porque de cada um ser dessa forma?
Sei que respeitei minha mãe independente de suas cobranças e de sua distancia. Apesar de tudo, me aproximei dela em 1999, dois anos antes de sua morte no ano de 2001, ela resistiu até o ultimo momento e nunca, nunca cedeu um momento sequer. O que me deu a consciência de ter tentado e ter feito minha parte.
De meu pai, apesar de tudo de ruim vindo dele em consequência do alcoolismo; como a violência moral e física por exemplo, isso não impediu que eu o respeitasse e amasse e de até te-lo como meu amigo, companheiro e quase confidente; desde meu casamento em 1981 até sua morte em 1887.
Eu amo minha mãe e amo meu pai e sinto saudades com certeza.Se é saudosismo eu não quero nem saber.
Mas ...
Voltando ao assunto inicial, cedo eu sabia de qual classe eu queria fazer e faço parte:
Voltando ao assunto inicial, cedo eu sabia de qual classe eu queria fazer e faço parte:
Sou com certeza gente que sabe ser feliz.
E isso não depende de circunstâncias ou de conquistas.
Eu sei bem viver bem e aproveitar cada Ciclo da Minha vida sempre
com muita muita alegria e felicidade.
Estou em um momento gostoso de isolamento e blindagem, escrevo feliz meu segundo romance com prazer e com calma. Faço por agora uma viagem aguardada por cinco anos.
Em fim estou sempre confirmando saber bem os Sinos Tocarem por mim, porque eu tenho meu valor e sou meu melhor investimento.
Me amar e me respeitar não é egocentrismo é amor próprio
Me amar e me respeitar não é egocentrismo é amor próprio
Antes quando eu escrevia sobre assuntos dessa natureza eu me constrangia e me preocupava em sendo lida ser claramente entendida positivamente, mas chegou o tempo tão desejado por mim de ter autonomia sobre minha vida e especialmente sobre escrita e sobre meu escrever.
Sou com certeza gente que sabe ser feliz...
Hoje ouço com clareza os Sinos tocando por Mim.
CatiahoAlc.

Cada um de nós deve escrever sobre o que tem vontade! E também sou e prefiro estar perto de quem vive feliz, saber assim viver! bjs, chica
ResponderExcluirJá tinha lido (vi o link no Twitter). Belo texto.
ResponderExcluirUm abraço, continue a viver feliz!
Lindo texto Catiaho, de uma autenticidade maravilhosa.
ResponderExcluirE penso que independente da maneira de ser de nossos pais, com todos os defeitos ou virtudes, devemos amá-los e respeitá-los. E tentar da melhor forma possível aprender com seus erros.
E viva a felicidade e a alegria de viver, em nossa maneira de ser!
Parabéns e uma grande abraço!
Mariangela
Oi Catiaho, parabéns por suas conquistas e por sua autenticidade na maneira de encarar a vida, sendo feliz naturalmente sem nenhum tipo de culpa ou constrangimento...a vida é assim mesmo e as vivências no mundo são todas muito parecidas porque assim é a humanidade, todos com suas qualidades e defeitos que nada mais são formas de encarar o mundo.Um abraço e sucesso na sua trajetória de escritora.
ResponderExcluirViver feliz nunca será uma opção, para muitos que só sabem viver de negativismo. Esses nunca aprenderão a estar bem com a vida. Para quem procura o positivismo, sabe que apenas tem de o procurar dentro de si. Será esse também o real modo de fazer a felicidade em redor.
ResponderExcluirLindo texto, Catia!
ResponderExcluirPalavras verdadeiras...
Como bem disse Oscar Wilde: "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
Bjksss
Os sinos tocam sempre para aqueles que sabem viver felizes.
ResponderExcluirbeijo
Graça
Boa tarde, magnifico texto a focar a realidade, em todo o lado as realidade são diferentes, no fundo acabam por serem muito parecidas, existe uma diferença entre estar vivo e o viver.
ResponderExcluirAG
Saber ser feliz é coisa que não se aprende na escola.
ResponderExcluirQue assim seja, sempre, Catia.
Parabéns pelo seu testemunho tão autêntico.
ResponderExcluirAssumir as fragilidades e seguir em frente é uma boa opção, principalmente se não se pode mudar o passado.
Boa Páscoa:)