Diante do Som dos Sinos hoje sou quem falo, através das letras que Lembrança boa é essa que me faz suspirar e sorrir com a leveza que tenho hoje.

Por um momento deixo as lembranças tomarem conta de meus pensamentos tal qual uma
abertura no tempo me deixo por ela passar. Mas tomo meus cuidados, pois assim foi levada a consciência de um grande ator de minha admiração (não vou citar-lhe o nome por ser ele famoso estar na mídia e eu ser apenas uma Mulher Poeta).
Ele aguardava para entrar em cena no teatro, do lado de fora da coxia(lugar fora do palco); interpretava na época um texto de Antonin Artaud quando essa fresta no tempo o absorveu por completo e por muito tempo a ponto de seu retorno a realidade se dar anos a frente como se a vida não tivesse avançado. Esse tempo longe da consciência causaram sérios danos a sua saúde física, mas a saúde mental estava intacta.
Por isso meus cuidados quando essas lembranças me tomam a mente, não quero ir de minha consciência antes da hora, essa é minha verdade.
Assim quando as lembranças me tomaram me permiti por um tempo...
Lembrei-me de quando comecei a atuar como atriz. Lembrei de como eu era menina e do quanto eu me entregava as minhas personagens. Depois passei a escrever para teatro fazendo adaptações de textos da bíblia. Acendi recordações de quando deixei de ser amadora e passei a profissional assumindo a missão de dramaturga e a profissão de direção teatral.
Meu Deus! Sem falsa modéstia:
Como sou boa nessas duas áreas!
Como sou boa nessas duas áreas!
Deixei passar diante de meus olhos cada montagem teatral : A turma do Vovô Senil, Os 3 porquinhos. Cada ator e atriz sob minha direção.
Vi também os grandes projetos como 500 anos do Brasil, O Bum do Milênio e a estreia peça de Martins Pena com exposição da mobília em um grande shopping do RJ.
No ano de 2006 tive certeza clara e absoluta de ter de abandonar o trabalho em teatro definitivamente.
Tive ainda algumas recaídas, mas a razão como água fria na face me acordava do devaneio.
Declaro meu amor pela arte cênica. Amo a historia do teatro.
Uma vez longe dessa paixão foi que encontrei o meu amor verdadeiro: A Poesia! Ser Poeta me satisfaz plenamente. À partir do lançamento do meu primeiro livro, foi ela a me conduzir ao caminho para a profissão que exerço atualmente:
a de editora e organizadora de livros.
Nesse trabalho eu me realizo exercitando a diplomacia e o respeito pelo trabalho dos autores.
Gosto de perceber um talento guardado e aos poucos ir provocando até que ele se convença
de valer à pena transformar escritos guardados, em livros.
Se eu temia ter minha consciência levada pela arte teatral; agora tenho a certeza de tê-la preservada com o meu tórrido romance diário com a poesia e também com a pratica do trabalho de editora e organizadora de livros.
Amo minha poesia e sou apaixonada pela coragem de cada autor que tenho a honra de organizar, legalizar e publicar sua obra.
Hoje a arte teatral é algo que me faz bem recordar cada um dos momentos vividos com ela.
Todavia, feliz mesmo eu me vejo quando recebo uma obra ainda em word para ser por mim cuidada e organizada.
E o mais lindo e interessante é eu não escolher meus autores (como ouso chamar quem me contrata): Nosso encontro simplesmente acontece...
Se já fui menina a ponto de deixar algum sinal de não saber como executar o meu trabalho, eu garanto que já há muito tempo vivo da certeza da minha competência e de todo respeito e prazer tido diante de todas as obras por mim já registradas, organizadas, editadas e publicadas.
A cada novo projeto de organização e edição de um livro, durante o processo eu passo noites em claro editando e muitas vezes emendo a noite com o dia, pois preciso executar bem as tarefas do dia a dia, não acho justo misturar ou deixar de fazer algo por conta do meu trabalho.
Durante o processo de trabalho vezes conto com a doce companhia do par que me trás café, água ou uma bebida sempre demostrando carinho, respeito pelo que eu faço e confesso ficar aliviada quando o cansaço o vence e ele ainda que relutando adormece. Muitas vezes eu salvo os arquivos, fecho o notebook , desligo o celular e saio com o par para uma volta por nossa linda Pasargada ou para um mergulho bem no meio do dia!
Em fim esse é o som que os Sinos ouvem de mim hoje:
Lembrança boa é essa que me faz suspirar e sorrir com a leveza que tenho hoje.
Catiaho Alc.


Lembranças boas essas e não sabia( ou não lembrava) que eras ligada à teatro. Valeu te ler e os momentos em que mergulhaste nas lembranças... bjs, tudo de bom e segue com a poesia! Os dois juntos,teatro e poesia, não podes conciliar? bjs, chica
ResponderExcluirContinue trabalhando, mas não deixe que o excesso prejudique a saúde...
ResponderExcluirQuem gosta muito do que faz, tem às vezes uma tendência a exagerar rsrsrsrssssss
Um abraço, tenha uma ótima semana!
parabéns pela determinação...
ResponderExcluirÉ muito bom fazer o que se gosta e o amor que nele se dedica é a salvação e a razão do nosso viver.
ResponderExcluirParabéns!
Um abraço
Catiaho, magnifico texto em que te fiquei a conhecer melhor, em pormenores por mim desconhecidos.
ResponderExcluirBeijos