Os Sinos que não param me lembram: "Penso que já segui como aqueles andarilhos: somente e sempre em frente."
Estou na estrada faz algum tempo.
Penso que seguia como aqueles andarilhos:
somente e sempre em frente.
Quando eu parava, era como o o 4º Rei
Mago, ele tinha uma meta, mas a cada lugar onde alguém pedia uma informação ou precisava de uma
ajuda, ele parava , atendia e somente seguia sua jornada.
Assim fez por todo um tempo, mas ele
tinha uma meta, um lugar para chegar.
Em fim quando conseguiu chegar, era tarde
demais.
Foi assim que passou a seguir a família
indicada pela estrela, porem a cada lugar por onde passava ele se deixava
prender por questões circunstanciais ligada aos outros e ao serviço. Ele um dia caiu em si e entendeu estar
abrindo mão de sua meta, que era seguir adiante até o alvo.
Refez a rota, não se despediu dos que o
cercavam e ai sim ele seguiu em frente sem parar e sem se deixar ser
parado. Atingiu sua meta, porem o ser algo de sua determinação já com 33 anos,
ao contrario dele não investiu tempo projeto de outros e cumprida sua
missão. No exato momento que e o 4º Rei Mago chegou a cidade e pode visualizar o
alvo de sua peregrinação, no alto de uma cruz, ele deu seu ultimo suspiro, uma
nuvem cobriu o céu escurecendo momentaneamente o lugar, como acontece quando
vai chover e sem vida
descansou.Para o 4º Rei Mago , penso eu
foram momentos de reflexão profunda.
Mas dali ele não saiu, acompanhou todas as
próximas fases e na hora da divisão dos despojos, ele pediu ou pagou (não sei
bem) pela capa que o Cristo usava e de posse dela, resolveu seguir adiante e
agora sim com a lição assimilada e bem clara na mente, essa era a hora de
seguir com a própria vida.
Pensou eu ter ele entendido que se não
tivesse parado tantas vezes ele teria chego a tempo de trocar muitas palavras
com o Cristo. Teria talvez até ganho a mesma capa, pois mais que ninguém o
mestre sabia da utilidade daquela capa para quem segue viagem.
Aplicando a mensagem desse filme a minha
própria vida, eu fiz igualzinho ao personagem do 4º Rei Mago. Parei minha
trajetória muitas e muitas vezes em favor de outros. Todos sem exceção quando
já estavam atendidos e satisfeitos,; ofendidos se zangavam porque eu tinha de
cuidar das minhas coisas e da minha vida. Família, familiares, amigos,
colegas,conhecidos e desconhecidos. Todos esses são integrantes das paradas que
voluntariamente fiz , dos quais da parte deles apenas cobranças, magoas e
ressentimentos me restou.
Se ao final o 4º Rei Mago recebeu uma Capa
física, já a minha Capa não.
Esse filme na época me disse muito,
todavia eu somente me lembrei agora, dentro do meu momento de decisão de não
parar mais no caminho.
Na verdade eu me desvesti e sigo minha
jornada usando a Capa da Nudez.
Pois assim ninguém ousará olhar em minha
direção e seguirei livre de cuidados com os tais outros que apenas e até aqui
somente desejam benefício próprio. Antes que algum ou alguma engraçadinho(a)
diga: Oba você nua! Eu aviso: minha Nudez é
a da Alma e acreditem ela trás consigo crueldade, insensibilidade,
egoismo e muito ceticismo, características imprescindíveis pra mim daqui por diante. Agora sim, vestida da minha Capa, como fez o 4º Rei Mago, eu sigo a minha própria rota ouvindo os sinos que tocam por mim
sempre! Sigo exatamente como aqueles andarilhos de estrada que citei no início: sem bagagem e sem apego a nada, nem a ninguém, para meu próprio benefício, pois a minha viagem de verdade está apenas no começo.
CatiahoAlc


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