Srs. Sinos...Hoje serei eu a falar para o srs. repetirem.
Poucas vezes eu tive ou tenho vontade de me rebelar contra os acontecimentos da minha vida.
Não sou conformista ou conformada, sou sim consciente. Tenho plena consciência da minha índole,
de meus limites, da força do meu trabalho e do meu profissionalismo. Não alimento culpas, negativismos
ou remorsos.
Mas há algo que eu não suporto, que me faz perder o rumo e a cadência da respiração que é
quando sei sofrerem baques e dores os seres que amo e respeito.
Realmente diante disso eu me curvo, perco o ar e a vontade para muita coisa. Umas eu perco a vontade de vez e outras só por um certo tempo. Uma dessas vezes foi quando após uma noite e um amanhecer tranquilo, depois de ver meu irmão dormindo tranquilamente as sete horas da manhã, voltando a dormir e acordando as nove horas quando fomos acordá-lo para tomarmos juntos o café da manhã eu e o par o encontramos o meu irmão ainda quente, porém sem vida.
A outra vez foi quando minha irmã após dar a luz a uma bebê, apenas a viu nascer e ser transferida para outro hospital e somente a viu novamente 9 dias depois quando foi liberar o corpo para o sepultamento. São casos diferentes, mas que geraram dores irrecuperáveis. Pois eu e o par trouxemos o meu irmão para nossa casa para que ele não se acidentasse durante o tempo de recuperação de uma queda dita 'queda da própria altura' que gerou, primeiro uma internação de dezenove dias e depois a sua morte.
Essas duas mortes geraram em minha família de sangue muita dor e isso me afetou tão intensamente
que perdi prazos de meu trabalho, fiquei com a memoria afetada por mais de seis meses.
Como já disse em outros escritos meus, eu não tenho problemas com a morte ou com o morrer, ela é fato e certeza para todos sem discussão.
Essas duas mortes geraram em minha família de sangue muita dor e isso me afetou tão intensamente
que perdi prazos de meu trabalho, fiquei com a memoria afetada por mais de seis meses.
Como já disse em outros escritos meus, eu não tenho problemas com a morte ou com o morrer, ela é fato e certeza para todos sem discussão.
Mas me reservo o direito de não me acostumar com o sofrimento que essas perdas trazem.
Eu estou triste, contristada pois me sinto impotente por nada poder fazer por seres que eu amo e que como eu passei seguidas vezes, também já passaram e passam agora nesse tempo, pela dita "perda".
Que os sinos ecoem e que o vento leve meu descontentamento e esse sentimento de impotência que
ora toma conta de mim inteira...
CatiahoAlc.
CatiahoAlc.

Ninguém tem obrigação de acostumar-se ao sofrimento. Não fomos feitos para isso.
ResponderExcluirUm grande abraço.