Srs Sinos, nem pensem em reclamar, pois hoje não vou economizar palavras, vou passar tudo a limpo...Já que dizem por aí...
Que depois da chuva vem a bonança, ou ainda dizem que depois do choro vem a alegria. Eu não repito e contesto, pois na vida real não é bem assim não. Na verdade há uma mistura dessas emoções e sensações, tudo ao mesmo tempo, em uma mesma hora, em um mesmo dia, num mesmo mês. Como já citei meu filho mais velho e minha nora esperavam um novo bebê e a família estava em festa.
Sabem também que recentemente fui indicada para um premio de literatura: isso é muito bom. Me preparei, adiantei os trabalhos em andamento, para não atrasar ou perder nenhum prazo e até meu filho caçula me ajudou levando documentos e livros para um dos autores que me tem por editora contratada. Tudo para estar preparada para viver a alegria da homenagem do premio com nome da minha patronesse na Academia de Letras OALT(SC) que é a escritora Clarice Lispector. Uma honra ser homenageada em um premio com o nome dela, não é mesmo?
Pois bem, antes da semana da viagem
uma triste notícia ganhou lugar em meu coração, minha a musa do sorriso inesquecível e mãe, sogra de pessoas que significam muito na minha vida e na vida da minha família, resolveu fazer as malas e nos deixar a todos a ver navios, como dizem. Foi um baque que deixou a mim e meu par tontos, mudos, surdos e cegos. Mas a vida precisa seguir... E seguimos adiante, já na semana da viagem, eu e o par, nossos dois filhos, nora e neta nos reunimos em um jantar feliz (fazia tempo que não nos reuníamos assim em um dia de semana), na tarde seguinte eu já estaria em viagem e minha nora e filho, aos quatro meses de uma gravidez saudável, fariam a ultrassonografia que talvez desse para saber o sexo do bebê. Apesar da tristeza da perda irreparável da dama do sorriso único e marcante e a única mulher que já beijara minhas mãos; separando as emoções prosseguimos viagem, até que depois da divisa entre ES/RJ um telefonema nos esbofeteou, durante o exame da ultra, foi constado que o bebê tão festejado, já não respirava. Uma situação complicada pois não havia como retornarmos, sem que o filho caçula perdesse o horário de embarque no RJ, de onde seguiria para SP a trabalho; e eu se voltasse não estaria a tempo no RJ para a cerimonia da premiação onde eu era aguardada.
uma triste notícia ganhou lugar em meu coração, minha a musa do sorriso inesquecível e mãe, sogra de pessoas que significam muito na minha vida e na vida da minha família, resolveu fazer as malas e nos deixar a todos a ver navios, como dizem. Foi um baque que deixou a mim e meu par tontos, mudos, surdos e cegos. Mas a vida precisa seguir... E seguimos adiante, já na semana da viagem, eu e o par, nossos dois filhos, nora e neta nos reunimos em um jantar feliz (fazia tempo que não nos reuníamos assim em um dia de semana), na tarde seguinte eu já estaria em viagem e minha nora e filho, aos quatro meses de uma gravidez saudável, fariam a ultrassonografia que talvez desse para saber o sexo do bebê. Apesar da tristeza da perda irreparável da dama do sorriso único e marcante e a única mulher que já beijara minhas mãos; separando as emoções prosseguimos viagem, até que depois da divisa entre ES/RJ um telefonema nos esbofeteou, durante o exame da ultra, foi constado que o bebê tão festejado, já não respirava. Uma situação complicada pois não havia como retornarmos, sem que o filho caçula perdesse o horário de embarque no RJ, de onde seguiria para SP a trabalho; e eu se voltasse não estaria a tempo no RJ para a cerimonia da premiação onde eu era aguardada.
Decisão tomada: viagem em frente. Mais uma vez a alegria contracena com a tristeza, agora a comédia zombando dança com a tragédia. Esse misto de ganho e perda; de riso e choro é algo extremamente constrangedor. Mas é também sábio, maduro e claro.


Fui receber o premio no centro do RJ, e para minha alegria um casal de amigos da época do teatro me fez a grata surpresa de me brindar com a presença e estar junto comigo, sem que eu convidasse. Eles se informaram por conta própria com a direção do evento, pagaram para estar a meu lado nesse momento de festa ( Sou e serei eternamente grata a vocês casal amigo, por essa prova de amizade e carinho para comigo).
Pois bem, o plano era seguir da premiação para junto dos amigos mais chegados que irmãos que temos a alegria de ter. Porém agora essa comemoração tinha no abraço da chegada a alegria da festa por minha premiação na noite anterior e duas dores, de duas perdas. Foi um abraço diferente e único, um abraço de cumplicidade silenciosa, pois só revelamos a nossa perda bem depois do abraço da chegada. Passamos dois dias protegidos entre sorrisos e afagos, digo que aquelas pessoas e casa deles são meu refúgio. Mas era hora de voltar para casa, nosso filho mais velho sinalizava que precisa muito da nossa ajuda para assuntos ligados a perda do bebê, documentação e saúde física e mental da esposa. Íamos ficar em nosso refúgio ao lado dos amigos mais chegados que irmãos mais
um dia, porém a necessidade nos levou a arrumar a bagagem de um momento para o outro e rumar para casa, mesmo o par se sacrificando e dirigindo um pouco a noite.
A vocês queridos amigos mais chegados que irmãos, saibam que eu viverei todos os meus dias desejando que a felicidade e união de vocês continue como é. Estarei sempre atenta em gratidão, afeto, cumplicidade e amor.
um dia, porém a necessidade nos levou a arrumar a bagagem de um momento para o outro e rumar para casa, mesmo o par se sacrificando e dirigindo um pouco a noite.
A vocês queridos amigos mais chegados que irmãos, saibam que eu viverei todos os meus dias desejando que a felicidade e união de vocês continue como é. Estarei sempre atenta em gratidão, afeto, cumplicidade e amor.
Segunda-feira a noite, já em casa, tiramos a noite para descansar o corpo, para do dia seguinte(terça-feira 27/10015 até sábado 31/10/015) nos dedicamos integralmente aos que precisavam de cuidados para ficar de pé. Nosso filho se manteve forte, firme, sereno todo tempo, até quando a esposa se firmou, então foi aí que a imunidade dele baixou e ele adoeceu a ponto de precisar ser hospitalizado. Eu não gosto e não aceito; mas ele é desse time que acha correto ser guerreiro e morrer de pé.
Nesse tempo eu e o par somente fomos ação, unidos e demostrar sentimentos, mal dormimos, mal comemos até tudo ficar bem e sábado dia 31/10 voltamos para nossa casa e para nossa deliciosa descompromissada e feliz vida. Só então voltamos a nos comunicar cm o mundo externo, o par e eu voltamos ao trabalho e agora sim seguimos adiante.
Nesse carrossel de emoções eu e o par nos preparamos para comemorar a dois o nosso aniversario de 34 anos de casados, dia 06 próximo.
E eu estou escrevendo aqui assim extensamente para com os retinir dos sinos expurgar minha insatisfação e desacordo com esses ditos populares que tentam justificar coisas injustificáveis.
Não creio que há mal que vem pra bem.
Não aceito que se tenha de guardar a dor para nós mesmos.
Não creio e não comungo que amigos sejam somente para momentos de festa e alegria.
Não aceito a morte de forma alguma, seja de alguém com mais ou menos de cem anos doente ou saudável ou mesmo não aceito a morte de um feto de mais ou menos de quatro meses de uma gravidez. A verdade é que Nada me faz aceitar a morte.
Acredito sim que Deus sabe de todas as coisas.
Afirmo que ele(Deus) não nos fez e nem fez ninguém para o sofrimento(nem a natureza, animais etc..), dor ou perda. Mas também não fico tentando saber por que?
Eu sei seguir adiante e fazer da minha vida esse misto de doce e salgado, de frio e quente, de sol e chuva.
E tenho a minha escrita como meu tesouro, por ela eu me expresso e não abro mão de que seja exatamente como eu a faço ser.
Hoje a Myrian , uma querida me definiu assim e transformei em uma poesia para os sinos ecoarem:Catiaho é:
Livre!
Linda!
Mar...
Líquida!
Eu posso ser assim como Myria diz, na verdade eu gosto de ser vista assim...
Catiaho Alc
14:40 h 04/11/015


Catiaho, que fazer?
ResponderExcluirFicar solidário e desejar que o tempo ajude a sarar as feridas.
Beijos
Oi Catiaho.
ResponderExcluirDeu pane no meu computador e perdi meus seguidores e como eram muitos agora que cheguei em você;
Fez um desabafo que doeu até meu coração, parece quando acontece uma desgraça, vem outra logo em seguida.
Você é forte e Deus haverá de ajudar
Eu também faz um ano que estou encrencada, mas deixa pra lá.
Beijos no coração
Lua Singular