Conto: Quando os seres dormem...
É fato que quando os seres dormem; as almas saem para passear e umas as outras zelam...
Ela, chega e põe-se em guarda. De pé como está pode observá-lo de uma forma inteira.
Ele se encontra coberto... não saberá se está vestido ou não.... Uns livros aqui e ali, denotam que havia tentado ler antes de se entregar totalmente vencido ao sono. Perto também há uma caneta, algumas folhas em branco e apenas uma página rascunhada. Não pode ler, mas pelo traço marcante, sabe ser algo escrito com tintas da alma.
Agora Ele dorme a sono solto, respira com tranquilidade, nem imagina estar sendo observado...
Ele se encontra coberto... não saberá se está vestido ou não.... Uns livros aqui e ali, denotam que havia tentado ler antes de se entregar totalmente vencido ao sono. Perto também há uma caneta, algumas folhas em branco e apenas uma página rascunhada. Não pode ler, mas pelo traço marcante, sabe ser algo escrito com tintas da alma.
Agora Ele dorme a sono solto, respira com tranquilidade, nem imagina estar sendo observado...
Queria muito poder chegar mais perto para sentir-lhe o hálito, porém não deve arriscar-se, não havia ido ali para correr riscos.
Ele tem os braços ao longo do corpo em repouso, inertes despertando a imaginação... A boca esboça ora um sorriso, ora algo parecido com palavras soltas se derramando entre os sorrisos.
Cada vez que Ela percebe que Ele vai agitar-se, sopra suavemente o mais perto que pode e depois balbucia uma canção que Ele não conhece, mas reconhece e se acalma. Então para ficar mais perto, senta-se aos pés da cama dele e bem perto desses intocados pés em pleno descanso e observa sua fonte de mistérios... não vendo, observa, explora sentindo: sola limpa, lisa quase, contornos longos, unhas cuidadas... deseja tocar mas contém-se e apenas em um gesto de carinho sopra levemente sobre Ele desencadeando uma reação que se espalha pelo restante do corpo trazendo o arrepio. Ela percebe os poros mostrando os pelos eriçados... enquanto Ele apenas sorri adormecido.
Ela olha mais uma vez e percebe que toda a noite já se passara como em um flash de segundos... o novo dia já esboça o nascimento... liberando seus primeiros raios ainda sem definir se será um dia de sol ou um dia de chuva...
Ele coberto, semblante entregue...
Ela, suspira aliviada. Missão cumprida!... Assim adormece ali aos pés Dele... Sem preocupação, apenas entrega-se...
Portanto Se as almas saem para passear e descobrir novos mundos não se sabe, mas Ela sabe que prometera zelar seu sono e isso já fizera...
Catiaho Alc.Ele tem os braços ao longo do corpo em repouso, inertes despertando a imaginação... A boca esboça ora um sorriso, ora algo parecido com palavras soltas se derramando entre os sorrisos.
Cada vez que Ela percebe que Ele vai agitar-se, sopra suavemente o mais perto que pode e depois balbucia uma canção que Ele não conhece, mas reconhece e se acalma. Então para ficar mais perto, senta-se aos pés da cama dele e bem perto desses intocados pés em pleno descanso e observa sua fonte de mistérios... não vendo, observa, explora sentindo: sola limpa, lisa quase, contornos longos, unhas cuidadas... deseja tocar mas contém-se e apenas em um gesto de carinho sopra levemente sobre Ele desencadeando uma reação que se espalha pelo restante do corpo trazendo o arrepio. Ela percebe os poros mostrando os pelos eriçados... enquanto Ele apenas sorri adormecido.
Ela olha mais uma vez e percebe que toda a noite já se passara como em um flash de segundos... o novo dia já esboça o nascimento... liberando seus primeiros raios ainda sem definir se será um dia de sol ou um dia de chuva...
Ele coberto, semblante entregue...
Ela, suspira aliviada. Missão cumprida!... Assim adormece ali aos pés Dele... Sem preocupação, apenas entrega-se...
Portanto Se as almas saem para passear e descobrir novos mundos não se sabe, mas Ela sabe que prometera zelar seu sono e isso já fizera...
Reflexo d'Alma entre sonhos e delírios
em 24 de maio de 2008 01.47

Muito linda e enternecedora imagem "dela" velando o sono do poeta...
ResponderExcluirum abraço